Setor · 01
Caju e agronegócio
O motor mundial do caju — exporta a matéria-prima, importa o valor acrescentado.
Porque é importante
O caju representa cerca de 90% das receitas de exportação de Guinea-Bissau, quase um quinto do PIB, e constitui uma fonte de rendimento para aproximadamente dois terços dos agregados familiares.
O país é um dos maiores exportadores mundiais de castanha de caju em bruto, reconhecida pela sua qualidade (rendimento em amêndoa de 52–56). No entanto, menos de um décimo é transformado localmente — o restante é exportado em bruto para ser descascado, torrado e embalado noutros países, onde fica a margem.
A oportunidade
- Capacidade industrial e de PME para descasque e torrefação — transformando castanha de caju em bruto em amêndoas de qualidade para exportação em território guineense.
- Valorização de subprodutos: líquido da casca da castanha de caju (CNSL), sumo de caju, bebidas espirituosas e alimentação animal — atualmente, a maior parte é desperdiçada.
- Agregação, armazenamento e cadeias de abastecimento rastreáveis que ligam cerca de 650 000 produtores aos compradores.
- Culturas de diversificação que podem utilizar a mesma logística: arroz (substituição de importações), frutas tropicais, matérias-primas para rações de peixe.
O que já existe
Uma estratégia nacional para o caju no âmbito do Terra Ranka, uma base produtiva de centenas de milhares de explorações agrícolas e unidades de transformação já construídas — a maioria inativa por falta de competitividade e de fundo de maneio. A lacuna reside no capital, na energia e na gestão, não na matéria-prima.
Incentivos indicativos
Taxas e âmbito a confirmar à luz do Código de Investimento em vigor. Valores meramente indicativos.
Falar com o gabinete
Apresente este setor ao balcão do investidor.
Responsável setorial designado: a confirmar — encaminhar através do balcão do investidor.
